Fábrica de US$ 350 mi em Ponta Grossa está descartada

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imageA cidade de Ponta Grossa está fora dos planos do Consórcio Azoto Paraná (Conapar), que irá construir uma fábrica de ureia no Estado. O Município foi descartado porque a estrutura para distribuição do gás natural não é adequada ao projeto do grupo, ou seja, não comporta o empreendimento. Neste momento, Palmeira é a mais indicada na região para receber o investimento de US$ 350 milhões.

De acordo com Daniel Dias, diretor executivo da Cooperativa Nacional Agroin­dustrial (Coonagro – forma o Conapar junto com as empresas Macrofértil, Península e Unisoft), a tubulação de gás que chega até o distrito industrial de Ponta Grossa “tem canos finos, o que é inadequado para ureia. A cidade está fora dos nossos planos a menos que o governo resolva mudar toda a infraestrutura, que hoje não é adequada para nós”, fala.

Com a meta de anunciar neste primeiro semestre onde a planta industrial será instalada, Daniel diz que tudo leva a crer que será em Palmeira. “Em função de estar mais perto do mercado consumidor. Campo Largo, Balsa Nova, Araucária e outros municípios perto de Curitiba nos interessam, mas estamos conversando e vendo os melhores benefícios.

Analisando o preço do gás, os terrenos, enfim uma série de fatores. Precisamos ver os melhores benefícios. Sabemos que em Araucária a mão de obra é muito alta, mas vamos receber o prefeito na semana que vem para uma conversa”, diz.

Para Daniel, o item de maior peso na decisão da Conapar é o gás natural. “O governo precisa se manifestar sobre o principal insumo. O preço do gás precisa ser competitivo para que a produção de ureia aqui seja atrativa”, observa.

Com capacidade inicial para produzir 330 mil toneladas de ureia por ano, a fábrica paranaense poderá ser ampliada futuramente. “A produção irá atender as necessidades das cooperativas”, garante. O volume fabricado pela planta somado ao da única fábrica no Estado fará do Paraná autossuficente na produção de fertilizante. Atualmente, as empresas paranaenses precisam importar o produto, uma vez que, são consumidas cerca de 750 mil toneladas de ureia no ano e fabricadas apenas 600 mil.

Unidade
Estudo inicial aponta para um investimento na planta industrial de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões. Deverão ser gerados em torno de 300 empregos diretos. A previsão do Conapar é que a inauguração aconteça na safra 2013/2014.

O projeto da fábrica será da empresa de engenharia chinesa Chengda, reconhecida na área de plantas químicas e plataformas de petróleo no mundo todo. A tecnologia também será da China, por meio da Sichuan, um dos maiores fabricantes de ureia e produtos agroquímicos naquele país.

Diário dos Campos

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