Mais de 10.600 pessoas estão fora de casa no litoral do Paraná, em consequência de inundações
provocadas pelas chuvas que continuaram ontem. Segundo a Defesa Civil estadual, duas pessoas
morreram e uma continua desaparecida. Durante a madrugada de segunda-feira, moradores em dois
bairros de Antonina foram avisados para deixar as casas ameaçadas por deslizamentos de terra. Quase 600 pessoas já perderam suas moradias lá. Em algumas áreas da região, o abastecimento de água e de energia elétrica está interrompido. Na cidade portuária de Paranaguá, a venda de água está racionada. Em Morretes, todas as casas de uma comunidade rural foram destruídas por uma enxurrada que arrastou também a igreja e o posto de saúde. As estradas que dão acesso às cidades litorâneas estão intransitáveis por causa de deslizamentos de terra e da destruição de pontes. As rodovias federais BR-376, que liga Paraná e Santa Catarina, e BR-277, de Curitiba ao litoral, estão parcialmente interditadas. Parte da safra nacional de grãos está em caminhões parados na
BR-277. Em Santa Catarina subiu para 24, durante o fim de semana, o número de cidades que registraram danos causados pelas chuvas na Grande Florianópolis, no Vale do Itajaí e no norte do estado. Em sete municípios os governos decretaram estado de emergência. Relatório atualizado ontem pela Defesa Civil informa que uma pessoa morreu, mais de 14.000 tiveram que deixar suas casas e mais de 611.000 foram afetadas. Em algumas cidades catarinenses há problemas de abastecimento de energia e de água. Os maiores prejuízos foram registrados no Vale do Itajaí.
No Rio Grande do Sul, um desvio provisório permitiu à noite passada a liberação do tráfego na BR-116,
que liga Porto Alegre ao extremo sul gaúcho e estava interditada quinta-feira. No sul da Bahia, deslizamento de terra provocado pelas chuvas causou a morte de duas pessoas e deixou três crianças feridas em Itabuna. Vinte casas ameaçadas de desmoronar foram interditadas. No Espírito Santo, o transbordamento de rios inundou cinco municípios da Região Metropolitana. Água e lama invadiram ruas e casas. Itamaraty pede a brasileiros que não viajem ao Japão O Itamaraty apelou ontem aos brasileiros para que evitem viajar ao Japão. "Diante do estado de emergência e das incertezas decorrentes do terremoto no Japão, roga-se aos brasileiros evitar viagens àquele país até que a situação se normalize", diz a nota emitida em Brasília pelo Ministério das Relações Exteriores.
BRASILIA




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