Presos na Operação Dallas são acusados de desvio de carga e recebimento de propina

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Contratos irregulares, desvio de cargas e propinas são as principais irregularidades encontradas no Porto de Paranaguá, segundo a Polícia Federal. Na coletiva concedida em Paranaguá na tarde desta quarta-feira (19), o delegado da PF, Jorge Luiz Fayad, informou que foram apreendidos computadores, pendrives e documentos que serão analisados para que as irregularidades venham à tona por completo.

Esquema

Segundo o delegado da PF, as irregularidades se dividem em quatro esferas. O desvio de carga é uma delas. O crime acontecia através da adulteração das balanças. O volume da carga era adulterado antes de embarcar e quem ficava no prejuízo eram os exportadores. Foi a partir da denúncia de alguns deles, que a PF começou as investigações há dois anos. A estimativa oficial da policia é de que mais de 10 mil toneladas de grãos eram desviadas todos os anos, o que renderia mais de R$ 8 milhões.

Outra irregularidade foi o superfaturamento nas compras do porto. Somente na compra de uma draga da empresa Global de Londrina, o desfalque aos cofres do porto poderia chegar a R$ 5 milhões, mas a compra não chegou a ser efetivada. A empresa que prestava serviço de limpeza no porto pertence ao ex-superintendente, o que constata o caso de contratos irregulares e favorecimento. Além disso, segundo a PF, Daniel Lúcio é acusado de pedir propina as empresas para facilitar vitória na licitação para dragagem do porto.

O envolvimento de servidores públicos no esquema também foi identificado. O caso mais grave foi o de um funcionário do Tribunal de Contas do Paraná, que prestava serviços a quadrilha e conseguia alguns favorecimentos. A PF não divulgou o nome desde funcionário nem mesmo quem são os demais presos. “Não iremos divulgar os nomes e vocês (imprensa) devem saber muito melhor do que nós, vão aparecer com a lista em breve”, disse Fayad numa tentativa de preservar as identidades dos presos.

Os oito detidos devem permanecer atrás das grades até domingo (23), neste período serão interrogados pela policia. Somente o ex-superintendente Daniel Lúcio que deverá permanecer mais tempo na prisão, tendo em vista que ele foi preso no Rio de Janeiro e o tempo de translado esta sendo levado em conta.

Eduardo Requião

O delegado Fayad não revelou o porque das apreensões na casa do irmão do ex-governador, limitou-se a dizer que ele pode ter envolvimento com os casos de corrupção e desvio de cargas no porto de Paranaguá. Os policiais entraram no apartamento de Eduardo, no bairro Batel em Curitiba, e saíram de lá por volta das 14h com vários objetos e papeis. Eduardo e a família não estavam em casa e segundo fontes ligadas a família, ele teria seguido para os Estados Unidos há dois dias.

Lista extra-oficial

Alguns nomes de presos foram divulgados extra-oficialmente. Ao ouvir a lista lida por repórteres, o delegado Fayad comentou que, “alguns nomes conferem outros já não posso confirmar”.

Seriam eles: Edinei, da empresa Petroil, que faz retirada de óleo dos navios. A advogada Maria Alejandra Fortuny e o engenheiro José Maria Gomes, ex-comissionados da Appa. Anderson Fumagali, José Carlos Possas e Henrique Possas estariam presos junto com o ex-super Daniel Lucio.

BANDA B

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